Saúde

Jovens contam como é conviver com o diabetes

Algumas mudança no estilo de vida é fundamental para viver melhor com a doença.

A mudança no estilo de vida é fundamental para viver melhor com o diabetes e ter qualidade de vida. Combater o sedentarismo e a obesidade é uma das dicas que valem para crianças, adolescentes, adultos e idosos. No entanto, conviver com a doença não é uma tarefa fácil, que o diga o estudante Paulo Molina, 10 anos, que foi diagnosticado com diabetes desde os cinco asnos, e os pais, os professores Fernando Molina Benites e Luciana Molina Benites.

Paulo Molina  consegue controlar o diabetes com ajuda do esporte/ Foto: Sérgio Rodrigo

Fernando explica que no começo foi um susto e que o acompanhamento era intenso em cima dos hábitos de Paulo. “No começo foi bem tenso, a dieta era bem restrita e o acompanhamento era bem em cima do nosso filho. Porém, com o tempo foi ficando mais leve”, recorda.

Segundo Fernando, além da insulinoterapia, tratamento com insulina, que é utilizada como uma medicação para tratar a hiperglicemia, e com o karatê os sintomas foram amenizando. “Ele adora praticar esporte. Vale ressaltar, que temos um excelente médico e que optamos pelo tratamento com a bomba de infusão de insulina. O diabetes do Paulo está controlado”, comemora o pai.

Já o caso da estudante Lara Dias Domingos, 12 anos, de Jandaia do Sul, diagnosticada com diabetes do Tipo 1, quando tinha 8 anos, é mais complicado. Ela vem travando uma batalha contra a doença para conseguir mantê-la equilibrada devido à ansiedade.

Lara é filha da empregada doméstica Vera Lúcia Dias e do prestador de serviços Lair Domingos. A mãe conta que quando a família descobriu o diabetes de Lara foi um susto. “Desde então ela toma remédio para ansiedade e faz terapia com psicólogo para conseguir controlar a ansiedade”, explica.

Vera diz que Lara tenta manter a dieta, mas que não é algo fácil. “Eu preciso trabalhar e não posso ficar o tempo todo com ela. É bem complicado”, lamenta a mãe. Há três meses, a estudante passou por duas cetoacidoses diabética, uma complicação metabólica aguda do diabetes caracterizada por hiperglicemia, hipercetonemia e acidose metabólica, e ficou internada por duas vezes. “Ela entrou em coma e ficou por alguns dias na UTI e no hospital”, explica. Para Vera, a parte mais difícil em conviver com a doença é controlar o emocional de Lara.

Doença silenciosa

Conhecido como doença silenciosa, o diabetes pode trazer maiores fatalidades e repercussões socioeconômicas. Quem esclarece mais sobre o assunto é o endocrinologista José Cervantes Loli, de Apucarana. “Isso porque o diabetes dizima complicações a longo prazo e limita a vida do indivíduo, podando suas funções profissionais”, ressalta.

De acordo com Cervantes, os tipos mais comuns de diabetes é o Tipo 1, que tem prevalência de 5 a 10% das crianças, jovens e adolescentes. “A doença começa precocemente e inevitavelmente deve-se usar insulina. Caso isso não aconteça em um tempo hábil, que gira em torno de uma semana, a criança pode ter consequências graves, como coma e alto índice de mortalidade”, frisa.

O Tipo 2, segundo o médico, é o mais prevalente e acontece em adultos maiores de 40 anos, normalmente com casos na família ou ainda um fator secundário, que é a obesidade, especialmente a abdominal. “No Brasil, 12,5 milhões de pessoas são diabéticas, porém, mais da metade não tem o diagnóstico confirmado e a dificuldade deste diagnóstico encontra-se nos tipos de exames pedidos pelos médicos”, explica.

Em relação ao tratamento, Cervantes diz que existem inúmeras medicações modernas que evitam a evolução da doença, muitas vezes com reversão. Além disso, medidas como dietas com uma taxa baixa de carboidrato trazem um bom controle glicêmico, aliada com atividade física.

Texto, Fernanda Neme

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