Saúde

Ingerir muito doce durante a gestação pode trazer males ao feto; entenda:

A necessidade descontrolada por doces pode piorar quando a pessoa é muito ansiosa

A necessidade descontrolada por doces segundo estudos modernos parece ser originada desde a vida intrauterina e pode piorar quando a pessoa é muito ansiosa.

Veja também: Farinha branca realmente faz mal à saúde?

Quando o endocrinologista consulta crianças e adultos obesos acaba conhecendo um pouco mais de suas histórias e de suas dependências pelos carboidratos de alto índice glicêmico, como os refrigerantes, doces, café com açúcar, chocolates, pães, massas em geral.

Muitas mães aprendem a comer esses carboidratos de forma progressiva e exagerada desde a gestação, pois sentem tremedeiras, tonturas, suores frios ou então uma sensação de desmaio, muitas vezes associado a uma fome excessiva, sintomas conhecidos como hipoglicemia (“açúcar baixo no sangue”).

Os sintomas de hipoglicemia também acontecem com os fetos dentro do útero e levam as mães a consumirem doces e massas desesperadamente, e de forma intuitiva, para proteger o feto.

Antigamente existia uma recomendação médica inadequada para elas ingerirem açúcar diante de tais crises, era o que se sabia e que protegia o cérebro da mãe e o desenvolvimento neurológico do feto.

Mas quanto mais açúcar a gestante ingere, mais açúcar ela quer, isso devido à alta produção de insulina para baixar a glicemia no sangue e evitar o diabetes gestacional. Mas “o tiro sai pela culatra”: com a evolução da gestação a produção de insulina acaba se esgotando e o diabetes gestacional aparecendo. É assim que o feto se inicia com a sensação de falta e excesso de açúcar no seu sangue e no seu cérebro, aprendendo a necessitar de açúcar também de forma desesperada em alguns momentos do dia.

(Foto: Divulgação)

A orientação atual adequada para se prevenir as crises de hipoglicemia, obesidade e diabetes gestacional ou diabetes tipo 2 é procurar não esticar os horários entre as refeições principais, comer frutas nos intervalos e se praticar atividade física.

A “ansiedade emocional” tanto na criança como no adulto, aliada à genética para a obesidade e diabetes, também pode piorar o quadro de ansiedade por carboidratos ricos em açúcar e farinha branca, especialmente nas mulheres no período pré-menstrual, podendo melhorar com tratamento adequado.

Desta forma, é de se pensar em prevenir de comer menos doces desde a gestação possibilitando ao feto uma oportunidade de se construir numa criança metabolicamente diferente e saudável, com menos obesidade, diabetes e menos compulsão alimentar, determinando adultos mais saudáveis e menos obesos.

Texto, José Cervantes Loli
Especialista em endocrinologia e metabologia

Alerta- Depressão é doença sim, não frescura

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